• Da redação

Médico ressalta seriedade da depressão no mês de combate ao suicídio


Infelizmente, pra muita gente os sintomas de depressão são "meras frescuras"de pessoas tidas como 'complicadas' em seus relacionamentos pessoais e na vida. Se você (ainda) pensa assim, comece a rever seus conceitos quanto a isso, pois alguém de seu círculo de amizades, ou pior, da família, pode estar precisando de ajuda.

Os sintomas mais comuns de quem entra numa espiral depressiva são tristeza persistente, falta de ânimo e motivação, choro desmotivado, insônia e falta de apetite. Há outros, com certeza, mas esses são os que mais chamam a atenção dos especialistas nessa doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), responsável há dois anos pela realização do movimento “Setembro Amarelo” – uma campanha de prevenção e conscientização sobre o suicídio, a depressão, quando agravada, pode se tornar um caminho sem volta para quem é atingido por ela.

A doença atinge mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades por todo o mundo. Só no Brasil, o número de pessoas que sofrem dessa doença chega a 11,5 milhões, ou seja, cerca de 5,8% da população. O médico especialista em psiquiatria da Policlínica Municipal de Holambra, doutor Luís Zambon (foto), explica que a depressão é, objetivamente, um estado persistente de tristeza que se arrasta por período superior a 14 dias.


“Existe um protocolo para o diagnóstico da doença, mas de uma maneira muito resumida, a principal maneira de identificar o problema são essas duas semanas com esse sentimento de forma contínua e ininterrupta”, afirma. Doenças psicológicas como a depressão atingem indivíduos de todas as idades, podendo começar já na infância e na adolescência a partir de fatores sociais, econômicos e genéticos.

Não é um mal que acomete adultos exclusivamente. “Hoje, com a correria do dia a dia, muitas vezes a família não percebe o comportamento diferente e o isolamento. Muitas vezes a falta de um horizonte, de amparo e de auxílio podem levar um portador da doença a tomar medidas desesperadas, como o suicídio”, comenta o médico.

Um relatório de 2014 da OMS aponta que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo – e que o Brasil é o oitavo país com a maior número de casos. Esses dados, segundo o especialista, comprovam e reforçam que depressão é um assunto sério e que precisa ser abordado abertamente.

“A depressão é uma doença sem cura, mas tem controle. É essencial que as famílias prestem atenção e valorizem os sintomas, não fiquem achando que não é nada e investiguem a fundo para evitar a marginalização dessa pessoa, que pode piorar ainda mais”, explica o médico.

Para o tratamento, segundo Zambon, existem mais de 30 diferentes substâncias prescritas, de acordo com o quadro apresentado pelo paciente. A depressão pode ser acompanhada por ansiedade, transtornos de humor e tudo isso deve ser levado em conta. “A escolha da substância correta depende da comorbidade, ou dos sintomas que o paciente apresenta. Ou seja, outras doenças, sintomas associados à depressão”, explica.

O apoio de amigos e familiares também é fundamental para o tratamento. Para o psiquiatra, a indiferença em casos de depressão é uma grande inimiga da saúde e do bem-estar do doente. “Tomar atitude, procurar um médico e dar apoio é a melhor solução”.

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